GOVERNO TEMER DERRUBA MAIOR QUEDA DOS PREÇOS DE ALIMENTOS PARA OS MAIS POBRES EM 40 ANOS


De janeiro a outubro, os itens usados para o preparo de refeições em casa caíram, em média, 4,57%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a medida oficial da inflação. O recorde se explica, em boa parte, pelo clima excepcional que levou o País a colher uma supersafra. Mas a crise também ajudou a derrubar a inflação da comida: com menos renda, o consumidor brecou aumentos.

Como a trajetória de queda deve persistir nos dados de novembro e dezembro, a previsão é de que o preço dos alimentos termine o ano com queda superior a 5%. Se as projeções de consultorias se confirmarem, 2017 deve registrar a maior retração de preços da comida no domicílio desde que o IPCA começou a ser apurado, em 1980, afirma o economista da LCA Consultores, Fabio Romão.

Até hoje, o único resultado anual negativo nesta categoria ocorreu em 2006, de -0,13%, e beirou a estabilidade. O recuo recorde registrado neste ano tem aliviado especialmente o bolso das famílias de menor renda, que recebem até R$ 4.685 por mês e gastam 22% para preparar a refeição em casa.