“GRAVATAÍ, VALORIZE A PRATA DA CASA”: GRANDE REPERCUSSÃO NA COMUNIDADE GRAVATAIENSE SOBRE A MATÉRIA


A matéria sob o título “Gravataí, valorize a prata da casa”, veiculada neste blog na última segunda-feira (10), repercutiu bastante nas redes sociais. Foram centenas de manifestações, compartilhamentos e comentários de vários segmentos sociais de Gravataí sobre a não valorização de artistas, atletas, profissionais, moradores que mais assistem o protagonismo de lideranças políticas e empresariais do que participam como atores importantes a não ser que façam parte de um coletivo manipulável para fins políticos não só na política partidária mas também de entidades, clubes etc. Certamente, os coadjuvantes renegados a planos inferiores, tem algo a contribuir ou a ser reconhecido, inclusive alguma coisa a reivindicar, mas não encontram suporte, guarida, representantes legais ou canais de comunicação entre o povo e as lideranças para buscar uma integração necessária para cidade com a população pelos relatos bastante ausentes.

Confira alguns relatos: 

Paulo Torres: “Tem umas frescuras que só vejo aqui, tipo pessoal que mora no centro, grande maioria, se acha melhor que outros que moram nas tais paradas. Por isso temos o nome de aldeia, a maioria é índio que se acha cacique”.

Ivana Ourique:Aqui na Aldeia só valorizam o que vem de fora e por isso não há um crescimento ordenado!”

Simone Marques: “Lamentavelmente, Gravataí é uma cidade que só valoriza e prioriza alguns nomes e sobrenomes. Cidade provinciana, que não abre caminhos e ainda privilegia meia dúzia de famílias. Pensamento de vila, de cidade interiorana. Acorda Gravataí! As mentalidades precisam crescer contigo!”

Marlene Jukoski (Mãe do campeão de vôlei Paulão): “Vamos que vamos Gravataí, mudanças são importantes!”

Ernani Antonio Piccoli: “Necessitamos de um espaço qualificado para proposição e discussão de teses e ações políticas.”

Danuza Mendes Silva: “O Maicon assistiu uma palestra do Paulão quando estava na Pirelli. Excelente! Palavras simples e objetivas para a vida. Faço uma sugestão aqui. Todos os núcleos privados de Gravataí, valorizam as pratas da casa. Vamos fortalecer isso. Assim, o poder público, que não dá atenção, acaba se isolando, e quem sabe as lideranças públicas acordem! Enquanto esperamos que os entes públicos se aproximem da sociedade, o que vemos na prática é distanciamento. Isso é de se lamentar. Deve partir deles uma aproximação, afinal é o setor produtivo que os sustenta.”

Nelcí Lorenzato: “Tua colocação é perfeita…e como o Paulão, tem tantos outros artistas e esportistas que não são valorizados. Isso precisa mudar, urgente!”

Ana Cremonese: “Sou forasteiro, do interior do nosso Rio grande. Conheci uma gravataiense e por aqui fui ficando. No início tive imensa dificuldade para ser aceito por esta cidade, provinciana, retrógrada e mesquinha. Só com muita dedicação nos ambientes que os nossos filhos passaram e que conseguimos “ser aceitos”. O que mais me espanta são os governantes, que só pensam em si e, não nos munícipes.”

Atualmente moro na Vila Lucchesi, reconhecida pela prefeitura, mas pasmem não pelos Correios, simplesmente não somos merecedores de poder receber nossas correspondências ou mesmo Sedex. Várias providências foram tomadas e nenhum governante com poder se dignou em resolver o problema.  Vizinho ao nosso bairro está sendo implantado a Reserva Bela Vista, que de reserva não tem nada, a flora e a fauna estão sendo dilapidadas sem dó, inclusivo nos finais de semana.

Prefeitura, Brigada Militar, Ibama, todos posicionados e nada. Até quando? Enfim, a realidade é assustadora e não vejo perspectiva de melhora a curto prazo. Ia esquecendo, obra do shopping com contrapartida de reforma do Aldeião é uma piada, com a Centenário congestionada sempre.”

Aline Penteado Pereira Machado (Viúva de Filipe Machado da Chapecoense): “Senti isso com a morte do Filipe Machado. Em muitos lugares que passei tiveram homenagens, faixas. Aqui em Gravataí, não. Não se valoriza nada que é daqui”. O velório de Filipe foi no estádio de Grêmio, que se ofereceu tendo em vista a demora por decisões em Gravataí.

Adroaldo Nunes Corleta: “Concordo plenamente e faço a seguinte indagação: Quem é o Secretário de Esportes? Que esporte praticou na vida? Qual o conhecimento a respeito do assunto esporte? Nenhum, mas para ser Secretário de Esportes em Gravataí não precisa nada disto, basta ser filho de um político ultrapassado que passou a vida inteira mamando e vivendo de política para se ter este cargo (nada pessoal). E o Paulão com toda a experiência que tem não é aproveitado em nossa cidade. Gravataí é interessante mesmo: Tem um monte de Vereadores que só servem para pedir votos em época de eleição e distribuir homenagens para estes ou aqueles que são seus bruxos, e mais nada!

O prefeito quando secretário de estado inaugurou umas 10 vezes no mínimo a duplicação da RS 118 que até hoje continua ali cada vez pior! Há mais, tem o Paladino, que é administrado por uma dinastia que já deve beirar os 100 anos e desde que foi trocado de local ainda não se tem a obra concluída! Temos uma centena de buracos espalhados pelas ruas da cidade, temos revendas de carros nas paradas que ocupam 80% das calçadas e nada é feito.

Em compensação, temos um comércio de primeira qualidade, não precisamos sair daqui para comprar roupas, veículos, remédios. Ainda é bom morar aqui, os problemas vão existir em qualquer lugar. Quanto ao serviço público prestado, não é diferente dos outros lugares, não temos segurança, não temos atendimento médico e saneamento descente para a população”.

Cleomar Rohenkohl (engenheiro/construtor): Conforme falamos na última vez, estava tramitando um Condomínio Industrial em Gravataí. Não existe lei no município para aprovar este tipo de empreendimento, por isso estou desistindo de fazer este investimento. Vai expirar a LP emitida pela Fepam, e a PM não viabiliza a aprovação. Mudam os partidos e o problema permanece. Na próxima ida até Gravataí te ligo para tomarmos um café. Abraços.

Concluo: O debate está lançado com sucesso, porque lida com a verdade, mas as autoridades não vão obviamente se interessar pelo assunto pois quase todos são protagonistas desta omissão e também porque partiu deste blog, cujo editor nunca teve apoio institucional do conjunto dos poderosos da cidade. Graças a Deus sempre tive o apoio da população e patrocinadores. O lema do “comando aldeiano” tem sido comigo e com a grande maioria do povo, fazer pouco e não deixar os outros fazerem nada, não reconhecer, não facilitar e promover “os estranhos do poder”, principalmente quem não traz dinheiro ou submissão política.

  • Só com muita paciência um dia isto vai chegar ao fim e, desde já, deixo um singelo diagnóstico de que a cidade é dirigida por fracos, pequenos e que não têm outra coisa para dar a não ser o comportamento mesquinho, controlador e repressivo. Fazem algumas coisas somente para justificar…