Vestir a camisa oficial da Seleção Brasileira está virando um luxo. A versão “torcedor” da nova amarelinha para 2026 custa R$ 449,99, enquanto a versão “jogador”, igual à usada em campo, chega a R$ 749,99. Considerando o salário mínimo nacional de R$ 1.518, a camisa de torcedor representa quase 30% do salário, e a de jogador chega a 49,4%, praticamente metade do rendimento mensal de milhões de brasileiros.
E não para por aí. A coleção da Nike para o Brasil inclui camiseta de treino por cerca de R$ 350, short oficial por R$ 379,99 e peças casuais acima de R$ 280. Montar um kit completo pode facilmente ultrapassar os R$ 1 mil.
Nos Estados Unidos, a camisa da seleção local custa US$ 100. Considerando o salário mínimo federal equivalente a cerca de US$ 1.256 mensais, o peso fica próximo de 8% da renda. Já no Reino Unido, com salário mínimo mensal em torno de £2.203, uma camisa de £85 representa cerca de 4% do salário. Ou seja: proporcionalmente, europeus e norte-americanos gastam muito menos para vestir a seleção do país.
O resultado aparece nas ruas: a camisa oficial vai deixando de ser item popular e passa a ser produto premium. Em um país onde o futebol sempre foi símbolo do povo, acompanhar a Seleção começa a pesar até no bolso de quem apenas quer vestir as cores do Brasil.




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