Com investimento inicial de R$ 1 bilhão, a instalação de uma fábrica de encapsulamento de semicondutores em Cachoeirinha, voltada à indústria automotiva, está em estágio avançado após acordo entre a empresa brasileira Tellescom e parceiros malaios durante missão ao Sudeste Asiático.
A construção da indústria de chips foi confirmada pelo CEO da Tellescom, Ronaldo Aloise Júnior durante o Campo Bom Summit. “O terreno já está na parte final, fizemos tudo que era necessário em termos de topografia, análise e documentação”, garantiu o CEO à coluna da jornalista Giane Guerra.
Em junho, com a Secretaria de Inovação e com a Sedec (Secretaria de Desenvolvimento Econômico), será realizada a compra definitiva do terreno via Proedi (Programa Gaúcho de Incentivo a Distritos Industriais).
A Tellescon firmou parceria com a maior empresa internacional de encapsulamento e teste de semicondutores da Malásia, a Inari Amertron. Trata-se de uma das maiores empresas do mundo, com 11 fábricas, cinco na Malásia, duas nas Filipinas e quatro na China.
A estrutura da nova filial em Cachoeirinha ficará numa área grande com aproximadamente 70 hectares na antiga Cientec, ao lado do Distrito Industrial.
Nos próximos dois anos, até a fábrica de Cachoeirinha ficar pronta em Cachoeirinha, as duas linhas-piloto funcionarão em instalações distintas na Malásia para adiantar a produção. Enquanto isso, o pessoal fará treinamento na Malásia, onde já começarão a produzir e homologar chips para clientes brasileiros.
A primeira fábrica deve ficar empregar entre 240 e 290 funcionários até chegar a sua capacidade máxima de três turnos. Haverá entre 40 e 50 engenheiros na área de produção e design. Desses, 27 terão que ir até a Malásia nesta primeira fase. A empresa deverá contar um total de 90 pessoas entre 50 profissionais da engenharia e outras da 40 área administrativa, técnica e custos.
De acordo com Aloise, o Rio Grande do Sul é o melhor lugar da América Latina em termos de ecossistema de semicondutores. “Há 40 anos, tínhamos a maior fábrica de computadores do Brasil no Rio Grande do Sul. Foi iniciativa do Estado, virou uma parceria com economia privada e depois foi adquirida pela HP. Já naquela época tinha uma forte cooperação entre universidade e empresariado”, informou.





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