Gravataí promoveu, nesta quinta-feira (3), o 8º Encontro do Ecossistema de Inovação, reunindo representantes do poder público, Sebrae, entidades de classe, empresas e profissionais das áreas do Direito e da Contabilidade. O evento foi realizado na sede da OAB Gravataí e teve como tema “Governança Jurídica: Novos Caminhos da Reforma Tributária para o Ecossistema de Inovação”.
A programação ampliou o debate sobre os impactos das mudanças no sistema tributário brasileiro e também apresentou avanços na organização do ecossistema de inovação do município.
Segundo a secretária municipal de Inovação, Ciência e Tecnologia, Selma Fraga, a integração entre diferentes setores é fundamental para o desenvolvimento de políticas voltadas à inovação.
“O poder público tem a responsabilidade de criar condições, conectar atores e estimular políticas que fortaleçam a inovação. Gravataí avança porque atua de forma integrada, construindo pontes entre governo, instituições, empresas e sociedade”, destacou.
Nova metodologia
Um dos principais pontos do encontro foi a transição da metodologia Ativa para a metodologia Ecossistemas Locais de Inovação (ELI), desenvolvida pelo Sebrae Nacional. A mudança busca elevar o nível de organização e maturidade do ecossistema de Gravataí, seguindo práticas utilizadas nacionalmente.
A metodologia ELI estabelece uma jornada baseada em diagnóstico, análise de maturidade, governança, definição de prioridades e elaboração de planos de ação. A proposta permite acompanhar a evolução do ecossistema e identificar oportunidades para gerar resultados concretos.
Durante o Radar de Maturidade do Ecossistema de Inovação, Gravataí foi classificado no nível “Em Desenvolvimento”. A avaliação aponta a existência de bases estruturadas, conexões entre diferentes atores e iniciativas consolidadas, além de oportunidades para ampliar a articulação, fortalecer a governança e potencializar os resultados.
Para o gestor de Inovação do Sebrae RS, João Neto, a integração entre instituições, empresas e sociedade é um dos elementos centrais para o desenvolvimento local.
“O desenvolvimento de ecossistemas inovadores depende da capacidade de integração entre instituições, empresas e sociedade. Quando esses atores atuam de forma conectada, o território amplia sua capacidade de gerar oportunidades, inovação e desenvolvimento”, afirmou.
O presidente da OAB Gravataí, Luiz Fernando Rodrigues, também destacou a importância da aproximação entre o setor jurídico, o poder público e o setor produtivo.
“A consolidação de um ecossistema de inovação forte passa pelo diálogo permanente entre o Direito, o setor produtivo, o poder público e as instituições. A OAB tem buscado cumprir esse papel de conexão e construção conjunta em prol do desenvolvimento do município”, enfatizou.
Ao longo do encontro, painéis apresentaram a evolução do ecossistema de inovação de Gravataí e os principais avanços registrados nos últimos anos. A trajetória inclui as primeiras articulações entre os diferentes setores, a construção de uma identidade própria e a formalização da governança, com estatuto.
Os debates também trataram dos impactos da Reforma Tributária e da importância da governança jurídica para a criação de um ambiente mais estruturado para empresas, instituições e iniciativas ligadas à inovação no município.









