O governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), reuniu seis ex-governadores nesta terça-feira (13), no Instituto Caldeira, em Porto Alegre, para o primeiro encontro da Casa do Diálogo. A proposta é criar um canal permanente de consulta e troca de experiências, com reuniões a cada dois meses para discutir os desafios do Estado e contribuir com as decisões estratégicas da futura administração.
Participaram do encontro Yeda Crusius, Jair Soares, Pedro Simon, José Ivo Sartori, Germano Rigotto e Ranolfo Vieira Júnior, além da vice-governadora eleita, Silvana Covatti (PP). Os ex-governadores Antônio Britto, Olívio Dutra e Tarso Genro não compareceram por compromissos anteriores. Em contato telefônico com Zucco, Tarso também se colocou à disposição para participar do conselho.
Segundo Zucco, a iniciativa busca aproveitar a experiência acumulada por quem já esteve à frente do Executivo estadual, independentemente de posições partidárias. O governador eleito afirmou que pretende manter o grupo de forma permanente e ouvir diferentes perspectivas para enfrentar os problemas do Rio Grande do Sul.
“Não se constrói um futuro sem olhar para a nossa história. É uma honra receber os nossos ex-governadores e poder contar com a experiência de cada um deles”, declarou.
O ex-governador Jair Soares, um dos incentivadores da proposta, destacou que os participantes reúnem mais de 40 anos de experiência na administração estadual. Pedro Simon defendeu a união de esforços para superar as dificuldades do Estado. “Temos que ter humildade e darmos as mãos para essa contribuição”, afirmou.
Yeda Crusius ressaltou a capacidade de articulação de Zucco. Germano Rigotto, que antecipou o retorno de uma viagem para participar da reunião, destacou a articulação política do governador eleito em Brasília e o relacionamento com outras lideranças. José Ivo Sartori classificou a iniciativa como “um bom testemunho do que se deve fazer pelo Rio Grande do Sul”.
Ranolfo Vieira Júnior, atual chefe da Casa Civil e responsável pela transição de governo, também elogiou o caráter republicano do processo e se colocou à disposição para colaborar com a futura gestão.
Ao final, Ranolfo destacou a necessidade de uma transição técnica e voltada à busca de soluções para a situação fiscal do Estado, apontada por ele como um dos principais desafios do Rio Grande do Sul.








