Blog do Chico Pereira

Chico Pereira nasceu em Gravataí, habilitado em jornalismo (DRT 10548) possui 35 anos de colunismo. Trabalhou no Jornal do Comércio, Folha do Vale, Correio de Gravataí e Jornal Momento Regional, trabalhou também em rádio e tv.

É sócio fundador da Federação Brasileira de Colunistas e Associação dos Colunistas do Rio Grande do Sul, e recentemente recebeu homenagem na Assembleia Legislativa do RS, em reconhecimento ao seu trabalho na área da comunicação.


Governo lança Programa de Desenvolvimento da Cadeia de Hidrogênio Verde no RS

Titular da Sema, Marjorie Kauffmann, também participou do ato de lançamento do programa estadual – Foto: Maurício Tonetto/Secom
hidrogenio verde

O governo do Estado lançou, nesta quarta-feira (30/8), durante a 46ª Expointer, o Programa de Desenvolvimento da Cadeia de Hidrogênio Verde no Rio Grande do Sul (H2V-RS). O evento ocorreu no auditório do governo no Pavilhão Internacional, com a presença do governador Eduardo Leite e da secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura, Marjorie Kauffmann.

A política será estabelecida por meio de um Decreto Estadual, que será publicado no Diário Oficial do Estado. Durante o evento desta quarta, Leite e Marjorie assinaram o anúncio da medida.  Por meio do programa, o governo irá apoiar empreendimentos e propor e implementar políticas públicas para o desenvolvimento da cadeia de H2V no Estado.

Em seu discurso, Leite falou sobre o potencial do Rio Grande do Sul para ingressar nesse mercado. “Contratamos uma consultoria renomada, que desenvolveu um estudo técnico robusto sobre a capacidade do Estado de produzir hidrogênio verde. Identificamos a viabilidade comercial do Rio Grande do Sul e agora estamos criando este programa, que traz os instrumentos necessários, desde as linhas de crédito à governança dos portos, para viabilizar essa produção”, destacou.

Um dos principais objetivos do programa é viabilizar a produção, transmissão, armazenagem e uso do novo energético. O governo também estimulará a transição energética em direção a uma economia de baixo carbono, a geração de emprego e renda nas diferentes regiões do Estado e a inovação tecnológica.

O H2V pode ser produzido diretamente ou como matéria-prima para outros produtos, de modo a atender tanto à demanda interna como aos mercados externos. A previsão é de que os investimentos nesse mercado gerem uma alta de R$ 62 bilhões no PIB do Estado e cerca de 41 mil empregos diretos e indiretos.

Leite comentou os impactos econômicos desses projetos. “Nós confiamos que vamos viabilizar para o Estado uma planta de hidrogênio verde, com um impacto multibilionário na nossa economia e geração de milhares de empregos direta e indiretamente”, acrescentou.

Além dos efeitos econômicos, a política está alinhada com os objetivos do desenvolvimento sustentável, o combate às mudanças climáticas e a geração de energia limpa. “Este programa marca uma posição nos avanços que precisamos ter na redução de carbono. O Estado tem um perfil conservador e preservacionista, e não iremos perder esse ímpeto verde. Estamos abertos para a inovação e a transformação que o hidrogênio verde propicia. Temos a vontade política de desenvolver um arranjo produtivo com essa tecnologia”, afirmou a secretária Marjorie.

Marjorie Sema Hidrogênio Verde
Titular da Sema, Marjorie Kauffmann, também participou do ato de lançamento do programa estadual – Foto: Maurício Tonetto/Secom

Para a concretização dos objetivos propostos, o governo utilizará instrumentos e mecanismos variados. Entre eles, linhas de crédito especial, tratamento preferencial no licenciamento ambiental, incentivos aos empreendimentos, por meio do Fundo Operação Empresa do Estado do Rio Grande do Sul (Fundopem/RS) e de outros programas, e apoio na formação de mão-de-obra qualificada para atuar nos empreendimentos relacionados ao segmento.

O programa será administrado por um conselho diretivo formado pelo Gabinete do Governador, pela Casa Civil e pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema). Esses setores irão planejar a atuação do governo e acompanhar a evolução do desenvolvimento do setor. 

Além do anúncio do decreto, o governo celebrou um memorando de entendimento com três empresas interessadas em desenvolver projetos de H2V no Estado: CPFL Energia, CMPC e Equinor. O documento foi assinado pela secretária Marjorie, pelo presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, e por representantes das corporações – o vice-presidente jurídico de relações institucionais da CPFL, Gustavo Gachinelo; o diretor-geral e o diretor administrativo e financeiro da CMPC, Maurício Harger e Diego Ignacio Merino Morales, respectivamente; e a gerente de projetos da Equinor, Natalia Arakelova.

Outros memorandos já foram assinados com a Neoenergia, Enerfin, Ocean Winds, White Martins, Green EN.IT e Ventos do Atlântico Energia Eólica S.A.

Em fevereiro deste ano, o Estado divulgou os resultados dos estudos produzidos pela empresa de consultoria americana McKinsey & Company, contratada para analisar as perspectivas do mercado de H2V no Estado. Conforme essas análises, até 2040, a produção do combustível poderá reduzir as emissões de CO2 no Estado em até 8,4 milhões de toneladas, com maior impacto sobre o transporte rodoviário.



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