A Câmara Municipal de Gravataí informou ao Poder Executivo que não realizará, em 2026, a tradicional devolução de parte do orçamento anual ao município. A decisão foi tomada pela atual gestão da Casa, presidida pelo vereador Dilamar Soares, e representa uma mudança na prática adotada nos últimos anos, quando recursos não utilizados eram repassados ao caixa da Prefeitura.
Conforme a Mesa Diretora, o orçamento será aplicado integralmente na própria Câmara, com foco na modernização do processo legislativo e administrativo, na melhoria da estrutura física e no fortalecimento de todos os setores da instituição. Entre as prioridades estão a qualificação das condições de trabalho dos servidores técnico-administrativos, a ampliação da comunicação institucional dos atos dos vereadores e a implantação da TV Câmara de Gravataí, projeto considerado estratégico para ampliar a transparência e o acesso da população às atividades parlamentares.
O planejamento também prevê investimentos em infraestrutura, incluindo adequações de acessibilidade no plenário, que atualmente não possui condições adequadas para que cadeirantes acompanhem as sessões. A proposta é que o conjunto de ações tenha continuidade em futuras gestões, consolidando um processo de modernização institucional de longo prazo.
A iniciativa busca alinhar a Câmara Municipal à relevância econômica e administrativa de Gravataí no cenário estadual. O município ocupa a 4ª posição em arrecadação no Rio Grande do Sul, ao lado de grandes centros como Porto Alegre, Caxias do Sul e Canoas, o que reforça a necessidade de uma estrutura legislativa compatível com o porte e a importância da cidade.
A criação de uma TV legislativa segue modelo já adotado por grandes cidades brasileiras, como Porto Alegre, Caxias do Sul, Canoas, São Paulo, Curitiba e Brasília, onde os legislativos mantêm canais próprios para transmissão de sessões, audiências públicas e conteúdos institucionais.
Com a decisão de investir integralmente o orçamento no próprio Legislativo, a Câmara de Gravataí pretende modernizar sua estrutura, ampliar a transparência pública e fortalecer o papel institucional do Parlamento municipal, adequando-se às demandas contemporâneas por eficiência administrativa, acesso à informação e participação cidadã.





