A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) realiza nesta terça-feira (7) uma reunião para tratar da situação da Escola Estadual Frei Veloso, em Gravataí, que teve sua estrutura gravemente comprometida após um incêndio ocorrido em dezembro de 2024.
A comunidade escolar — formada por pais, alunos e profissionais da educação — cobra melhores condições de trabalho e mais conforto para os cerca de 500 estudantes atualmente matriculados. Um dos quatro prédios da instituição foi totalmente destruído pelas chamas, enquanto outras três salas de aula, além de setores administrativos e de supervisão, seguem sem reconstrução.
Diante da falta de estrutura, as atividades estão sendo realizadas em espaços improvisados, como refeitório, biblioteca e sala de esportes, ambientes considerados inadequados para o ensino. A escola atende alunos do ensino fundamental e médio nos turnos manhã, tarde e noite.
O incêndio também comprometeu os banheiros da instituição. Como medida emergencial, foram instalados dois banheiros químicos. Segundo representantes do Conselho Escolar de Pais, os escombros só foram removidos em agosto de 2025 e, entre outubro e novembro, houve rompimento na rede de esgoto devido à sobrecarga causada pela falta de sanitários adequados. Além disso, há problemas nas torneiras e forte mau cheiro nos banheiros existentes.
A situação impacta diretamente o cotidiano dos estudantes, que muitas vezes precisam se alimentar no pátio, sob sol ou chuva, já que o refeitório está sendo utilizado como sala de aula. A superlotação e a precariedade dos espaços também afetam professores e demais profissionais. Diante do cenário, há risco de interdição da escola caso medidas urgentes não sejam adotadas.




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