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Colaboradores do Hospital Dom João Becker vestem o verde em adesão à campanha pela doação de órgãos

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Durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, a Santa Casa de Porto Alegre apresenta a campanha “Uma conversa pode ser a peça que falta”.

A iniciativa chama a atenção para uma atitude simples, mas fundamental: manifestar o desejo de ser doador e, principalmente, compartilhar essa decisão com a família. Colaboradores do Hospital Dom João Becker, em Gravataí, vestiram o verde nessa sexta-feira, demonstrando o seu engajamento e a importância do incentivo à doação de órgãos.

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Atualmente, cerca de 3 mil pessoas aguardam um transplante no Rio Grande do Sul e mais de 87 mil no Brasil, segundo o Painel de Dados do Ministério da Saúde. Ao mesmo tempo, um único doador pode salvar até oito vidas. “Doar órgãos é um gesto que pode transformar a vida de muitas pessoas e famílias. No Becker, queremos ajudar a fortalecer essa conscientização e mostrar que uma decisão pode representar uma nova oportunidade de vida para alguém”, afirma o superintendente do hospital de Gravataí, Henrique Oliveira. No país, porém, após a confirmação da morte encefálica, cabe aos familiares autorizar a retirada dos órgãos. Em 2025, 45% das famílias brasileiras recusaram esse consentimento, conforme o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).

Para o diretor médico do Centro de Transplantes da Santa Casa, José de Jesus Camargo, manifestar esse desejo pode transformar a forma como os familiares enfrentam a decisão. “Quando alguém, ainda em vida e com saúde, comunica o desejo de ser doador, no momento da morte, a família fará o possível para cumprir essa última vontade. Já testemunhei o alívio quando essa promessa pôde ser cumprida”, afirma.

Centro de Transplantes da Santa Casa

Referência internacional na área, o Hospital Dom Vicente Scherer, da Santa Casa de Porto Alegre, concentra cerca de 60% dos transplantes de órgãos realizados no Rio Grande do Sul. Entre janeiro e julho de 2026, a instituição realizou 261 transplantes de órgãos, incluindo pulmão, rim, coração e fígado, além de 164 procedimentos envolvendo córneas, medula óssea e tecidos.

Mesmo com esse volume, a instituição tem capacidade para realizar cerca de 200 transplantes a mais por ano, caso houvesse maior disponibilidade de órgãos. “A ausência de doadores é o maior limitante para a expansão dos programas de transplante. Esses procedimentos significariam exatamente o número de pessoas que deixariam de morrer a cada ano”, destaca Camargo.

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