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Mês do Meio Ambiente inicia com debate sobre resíduos, drenagem urbana e resiliência climática em Cachoeirinha

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Cachoeirinha deu início, nesta semana, à programação do Mês do Meio Ambiente com uma série de painéis voltados à sustentabilidade, gestão de resíduos e enfrentamento das mudanças climáticas. O encontro ocorreu na Sala de Educação Ambiental do Ecoponto Vista Alegre e reuniu técnicos, autoridades, representantes de instituições parceiras e membros da comunidade para discutir desafios ambientais e apresentar resultados das políticas públicas desenvolvidas no município.

A programação começou com o painel “Ecopontos em Cachoeirinha: Sustentabilidade e Gestão de Resíduos Inertes”, conduzido pela bióloga Bruna Allebrandt, da empresa Mecanicapina Limpeza Urbana. Durante a apresentação, foram divulgados dados que demonstram a importância da estrutura de coleta implantada na cidade. Em 2025, os três ecopontos atenderam 37.198 moradores e receberam 42.273 metros cúbicos de resíduos, incluindo 402 toneladas de rejeitos e 1.492 metros cúbicos de materiais recicláveis destinados corretamente.

Segundo Bruna, a ampliação da rede de atendimento teve impacto direto nos resultados. Entre junho e dezembro do ano passado, período posterior à implantação do terceiro ecoponto, foram registrados 26.687 atendimentos. Atualmente, Cachoeirinha conta com unidades nos bairros Vista Alegre, Bom Princípio e Central Park.

Na sequência, o engenheiro ambiental Felipe Vargas e Silva, da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Urbanos (SMISU), apresentou o painel “Focos de Lixões em Vias Públicas e Drenagem Urbana”. O especialista destacou os prejuízos causados pelo descarte irregular de resíduos e pelos problemas de drenagem, alertando que os gastos com remoção de materiais descartados indevidamente já ultrapassam R$ 20 milhões.

“São recursos que poderiam ser investidos em áreas fundamentais para a população, como saúde, educação e segurança pública”, ressaltou.

O encerramento das apresentações ficou por conta do secretário de Defesa Civil e Resiliência Climática, Alexandre Braz, que abordou os impactos ambientais provocados por eventos climáticos extremos e os desafios enfrentados pelo município em períodos de enchentes, tema que ganhou ainda mais relevância após os recentes episódios registrados no Rio Grande do Sul.

Ao final do encontro, o secretário-adjunto Francisco Belarmino Dias destacou que a programação do Mês do Meio Ambiente busca mobilizar a sociedade para ações concretas de prevenção, adaptação e enfrentamento dos desafios climáticos.

Já o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Samuel Souza, ressaltou o fortalecimento das parcerias técnicas e institucionais construídas pelo município. Segundo ele, uma ampla rede formada por universidades, entidades técnicas, órgãos ambientais e instituições de segurança vem contribuindo para o desenvolvimento de projetos voltados à sustentabilidade, gestão hídrica e resiliência climática.

A programação do Mês do Meio Ambiente seguirá ao longo de junho com atividades abertas à comunidade, incluindo trilhas ecológicas, seminários, painéis temáticos, ações de conscientização e iniciativas voltadas à preservação ambiental e ao fortalecimento da cultura da sustentabilidade em Cachoeirinha.



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