A crise na indústria da Prometeon em Gravataí acendeu o alerta sobre o futuro de cerca de 1,3 mil trabalhadores e de uma fábrica que faz parte da história do município há mais de cinco décadas.
A unidade enfrenta redução da produção, avanço dos pneus importados da Ásia e dificuldades nas exportações. O governo do Estado já discute medidas tributárias, enquanto Prefeitura, sindicato e empresa buscam alternativas para preservar a operação.
Apesar das dificuldades, uma eventual saída da Prometeon de Gravataí é considerada improvável neste momento. O cenário, porém, exige mobilização para garantir a competitividade da unidade e preservar os empregos.
O prefeito Luiz Zaffalon também entrou na mobilização e defende união de forças para manter a atividade industrial e os postos de trabalho.
Por trás da crise, porém, existe uma discussão que precisa ser acompanhada de perto. A Prometeon tem sede em Milão e nasceu da divisão da operação industrial da italiana Pirelli, mas seu controle atual é chinês. A CNRC, subsidiária da estatal chinesa Sinochem, controla 90% da companhia, enquanto os outros 10% estão ligados à também chinesa Aeolus.
Nos bastidores, há quem avalie que a crise na indústria também aumenta a pressão por redução de impostos e novos benefícios fiscais para manter a fábrica competitiva no Brasil.
Preservar os empregos é fundamental para Gravataí. Ao mesmo tempo, qualquer novo incentivo público precisa vir acompanhado de compromissos claros da empresa com investimentos, produção e manutenção dos postos de trabalho.









