A vereadora Vera Armando (PP) anunciou o início de uma mobilização política para enfrentar o que classifica como uma das maiores dívidas sociais do Brasil: a interrupção do Benefício de Prestação Continuada (BPC) às mães de crianças com deficiência após o falecimento dos filhos. Atualmente, o benefício garante um salário mínimo apenas à pessoa com deficiência e é automaticamente encerrado com a morte do titular, deixando muitas mães sem qualquer amparo do Estado.
A iniciativa será articulada junto a deputados federais e tem como objetivo a criação de um mecanismo de apoio às chamadas mães atípicas, prevendo uma assistência continuada temporária. A proposta busca garantir condições mínimas para que essas mulheres consigam se reorganizar emocional e financeiramente após o luto. Também está em debate a inclusão de programas específicos de capacitação profissional, voltados à reinserção no mercado de trabalho com dignidade e perspectivas reais.
Vera Armando destacou a realidade de milhares de mulheres que dedicam integralmente suas vidas ao cuidado de filhos com deficiência, muitas vezes abrindo mão da carreira, da renda e da vida social. Madrinha do Educandário São João Batista, em Porto Alegre, a vereadora afirma acompanhar de perto o drama silencioso dessas famílias, especialmente no momento mais crítico: a perda do filho e, junto dela, de toda a rede de apoio e direitos assistenciais.
A parlamentar defende mudanças legais no âmbito do Congresso Nacional e fez um apelo a vereadores e parlamentares de todo o Rio Grande do Sul para que mobilizem deputados e senadores na construção de uma solução nacional. Segundo ela, trata-se de uma pauta que envolve diretamente o INSS, a Previdência Social e o compromisso do país com a proteção dos mais vulneráveis.




