Gravataí alcançou, no primeiro semestre de 2026, a menor taxa de gravidez na adolescência entre os dez maiores municípios do Rio Grande do Sul. O índice de 5,25% representa uma queda significativa em relação aos 13,65% registrados em 2016, consolidando uma trajetória contínua de redução ao longo da última década.
Segundo o secretário municipal da Saúde, Régis Fonseca, o resultado reflete o fortalecimento das políticas públicas voltadas à saúde da mulher e ao planejamento reprodutivo. “Esses resultados comprovam que a rede municipal de saúde tem avançado na qualificação da saúde da mulher, oferecendo acesso e métodos contraceptivos para aquelas que desejam prevenir uma gravidez não planejada, o que também envolve todo um planejamento a longo prazo”, destacou.
A redução dos índices está associada à Estratégia de Planejamento Sexual e Reprodutivo, implantada em 2022, que ampliou o acesso da população aos diferentes métodos contraceptivos disponíveis na rede pública. Além da oferta dos métodos, ações educativas desenvolvidas nas unidades de saúde, em espaços comunitários e por meio do Programa Saúde na Escola têm contribuído para ampliar o diálogo e a conscientização sobre o tema.
Os números mostram uma queda consistente ano após ano: 13,65% (2016), 11,56% (2017), 12,16% (2018), 11,08% (2019), 10,55% (2020), 9,23% (2021), 8,57% (2022), 7,11% (2023), 6,03% (2024), 5,94% (2025) e 5,25% em 2026, considerando os dados de janeiro a junho.
Entre os recursos disponibilizados pela rede municipal estão preservativos masculinos e femininos, anticoncepcionais orais e injetáveis, implante subdérmico, DIU de cobre, DIU hormonal, além dos procedimentos de laqueadura tubária e vasectomia. A Secretaria Municipal da Saúde reforça que a escolha do método deve ser feita em conjunto entre paciente e profissional de saúde, levando em consideração as necessidades e o projeto de vida de cada pessoa.
Um dos destaques da estratégia municipal é o implante subdérmico, incorporado ao planejamento reprodutivo de Gravataí desde 2022. Inicialmente direcionado a grupos prioritários, incluindo adolescentes, o método passou a integrar uma política ampliada após o Ministério da Saúde assumir sua distribuição nacional no fim de 2025. Atualmente, a oferta está disponível na atenção básica, na atenção especializada, no Hospital Dom João Becker e também no Serviço de Assistência Especializada (SAE), que passa por processo de capacitação para ampliar o atendimento.
No ranking das maiores cidades gaúchas, Gravataí aparece à frente de Pelotas (5,37%), Porto Alegre (5,67%), Canoas (6,2%) e Caxias do Sul (6,39%). A média estadual no mesmo período foi de 7,09%.




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