O prefeito de Gravataí, Luiz Zaffalon, recebeu nesta sexta-feira, 28, o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, que tem visitado municípios com o objetivo de discutir soluções conjuntas para desafogar o sistema de saúde da Região Metropolitana de Porto Alegre. Na oportunidade, o gestor gravataiense destacou os investimentos e os avanços promovidos pelo governo municipal nos últimos anos no sistema público de saúde.
“Saúde sempre é prioridade para o nosso governo. Prova disso são os pesados recursos que investimos nos últimos anos. Não desejamos que haja fechamento de serviços de saúde em Porto Alegre, o que impacta todos os municípios da Região Metroplitana”, destacou o prefeito Zaffalon.
O vice-prefeito, Dr. Levi Melo, completou “Atualmente, Gravataí investe cerca de 23% do orçamento municipal em saúde, bem acima dos 15% previstos na Constituição Federal.”
Em 4 anos, a Prefeitura de Gravataí destacou-se com avanços importantes na área da saúde, a exemplo da inauguração de dez novas unidades de saúde, da duplicação de leitos de UTI e da primeira fase da Nova Emergência SUS no Hospital Dom João Becker (HDJB), com reflexos em todos os níveis de atenção à saúde. “Esses investimentos em áreas estruturais e assistenciais fizeram com que a saúde de Gravataí registrasse a melhor atenção básica entre os municípios do nosso porte”, lembrou o gestor.
O prefeito Melo reforçou que segue a mobilização junto a prefeitos para fortalecer o diálogo sobre a necessidade de reduzir a pressão na saúde pública da Capital e de municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre. “Somente com diálogo e esforço coletivo podemos construir soluções eficazes que garantam melhor atendimento das nossas populações”, garantiu o gestor, que já passou por cidades como Esteio, Sapucaia do Sul, Canoas e Alvorada.
Além disso, reiterou a necessidade de recursos para que não haja a interrupção de serviços essenciais em hospitais da Capital, com impacto em cirurgias e consultas especializadas. Conforme painel apresentado pelo secretário municipal da Saúde de Porto Alegre, Fernando Ritter, a Capital apresenta hoje um déficit de R$ 22 milhões mensais na saúde. Uma das demandas pleiteadas pelo Executivo portoalegrense diz respeito à revisão do Programa Assistir, do governo estadual.
“Ninguém quer cortar ou restringir serviços, por isso a importância de buscarmos soluções para que esse quadro não comprometa os atendimentos em saúde. Sabemos da necessidade de mais aportes do governo estadual e federal para os prontos atendimentos e emergências hospitalares em Porto Alegre, a fim de que não haja prejuízos na assistência em saúde”, comentou o secretário municipal da Saúde de Gravataí, Régis Fonseca.