Pressão de chefes, mensagens políticas em grupos de trabalho, ameaça de demissão, fiscalização das redes sociais e até reuniões para tentar influenciar o voto dos funcionários podem configurar assédio eleitoral no ambiente de trabalho.
O alerta é especialmente relevante durante o período eleitoral, quando a relação entre empregadores e trabalhadores pode ser utilizada de forma indevida para interferir na liberdade de escolha do eleitor. O trabalhador não é obrigado a revelar em quem pretende votar nem pode ser constrangido a apoiar determinado candidato.
Entre as situações que podem caracterizar assédio estão a cobrança de apoio político, exigência de participação em atos ou campanhas eleitorais, uso de roupas ou símbolos políticos no ambiente profissional e ameaças ou retaliações relacionadas à preferência eleitoral. A pressão também pode ocorrer por meios digitais, como aplicativos de mensagens e redes sociais.
Especialistas orientam que trabalhadores que identificarem uma situação suspeita preservem provas, como mensagens, áudios, vídeos, documentos e testemunhos. A Justiça do Trabalho pode adotar medidas urgentes para interromper a prática antes mesmo da realização da eleição.
Levantamento da Justiça do Trabalho analisou centenas de processos relacionados ao assédio eleitoral e apontou que ameaças de demissão, constrangimentos e outras formas de pressão estão entre as práticas identificadas nos casos.









